Vindima 2025 — Notas de uma colheita resiliente
Um ano marcado por chuvas tardias e calor moderado. As castas brancas surpreenderam pela frescura; as tintas chegam à adega com taninos finos e cor profunda.
## O ano da vinha A primavera de 2025 foi húmida e prolongada. As primeiras semanas de junho ainda nos obrigaram a desfolhas seletivas — um trabalho minucioso que define qualidade muito antes da colheita. O verão chegou sem extremos: poucos dias acima de 35°C, noites frescas no Tejo, e um pintor lento que permitiu maturações equilibradas. ## A colheita Começámos a 28 de agosto com o **Fernão Pires** das parcelas mais altas. Seguiram-se Arinto, Alvarinho e Verdelho, todos colhidos de manhã cedo, em caixas de 20 kg. As tintas — Touriga Nacional, Castelão, Trincadeira, Touriga Franca — entraram entre 12 e 30 de setembro. ## Na adega Fermentações longas, sempre com leveduras indígenas. Os brancos do **Resoluto** repousam agora em barricas de carvalho francês; os tintos do **Protagonista** descem às cubas argelinas de 1947 — onde o tempo e o cimento fazem o seu trabalho silencioso. ## Primeiras impressões É cedo para conclusões, mas as provas iniciais sugerem uma vindima de elegância: brancos vibrantes, tintos com fruta cristalina e taninos polidos. Um ano para guardar.